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Historial

A Fundação

O Clube de Futebol “Os Repesenses” nasceu da paixão de alguns aficionados pela modalidade que decidiram organizar-se e fundaram o clube a oito de Julho de 1928. Como já foi referido foi-nos permitido ter acesso a um documento escrito na década de sessenta, por Manuel Sá Chaves, um dos sócios fundadores do Clube de Futebol “Os Repesenses”, o qual pela veracidade dos factos e formas expressões da época iremos transcrever o mesmo. Manuel Sá Chaves “Quando eu namorava a rapariga que viria a ser minha esposa, Maria Pais Ferreira, aos Domingos íamos de passeio ver os rapazes da terra jogar à bola. Eu namorava-a já há dois anos e num Domingo de Verão de 1928, assistiamos a um desafio entre os rapazes da terra e notei que entre aqueles rapazes havia alguns que poderiam vir a dar bons jogadores e como naquela terra não havia nenhum grupo organizado lembrei-me que se poderia ali um bom grupo de foot-ball. Aquele referido desafio assistia também o meu grande amigo João Marques (Tinta Fina) que também namorava a irmã da minha namorada, de nome Deolinda Pais Ferreira. No final daquele desafio de foot-ball e no regresso de nós dois a Viseu, no caminho falei no assunto ao meu amigo João Marques que concordou com a minha opinião e logo começamos a deitar mãos á obra. O João Marques era nesse tempo jogador do Grupo União de Viseu, onde jogava a guarda-redes. Daquele grupo “Club União de Foot-Ball” também era jogador o António da Silva Monteiro que era natural de Repeses e que jogava a beque e eu também dava uns pontapés na bola no mesmo grupo, mas nunca fui jogador de craveira e apenas uma vez fui jogar um desafio das segundas categorias a Povolide. Foi aquele grupo do qual fiz parte durante muitos anos na Direcção, primeiro como director de mês depois como secretário. Eu e o João Marques falamos então no assunto ao António da Silva Monteiro e ele também concordou com a criação de um grupo de foot-ball em Repeses, sua terra natal. Fomos então assim nós os três os organizadores do grupo. Escolhemos os melhores da terra e convidamos também para jogar pelo grupo o António Corrôso que também era jogador do “União” e um grande amigo meu, do João Marques e do Monteiro.Por sinal o Corrôso quando foi inaugurado o Estádio de Fontelo, foi o marcador do primeiro golo que se marcou naquele novo campo de foot-ball que anteriormente os desafios de foot-ball eram jogados onde actualmente se faz a Feira Franca de São Mateus. Depois de organizado devidamente o grupo e feita a linha de jogadores que deviam ocupar os respectivos lugares fomos então fazer o primeiro desafio da inauguração do grupo, a Figueiró, no dia 8 de Julho de 1928, que ficou marcado como a data de inauguração do Clube de Foot-Ball “Os Repesenses”. Aquele primeiro desafio perdemo-lo por 3 a 0, mas porque o grupo de Figueiró era um grupo já com vários anos de existência e também porque jogou um grande jogador, também do “União” que ainda é vivo, que é o Ilídio de Almeida (Perna de Pau) e que jogou a defesa central e que por ele ninguém passava. Os jogadores que alinharam nesse primeiro desafio, foram os seguintes: João Marques a guarda-redes, António da Silva Monteiro e António Corrôso a beques; José Ferreira Cabido, Edmundo da Costa e João da Silva Cardoso a alfabéques (actualmente defesas centrais); e avançados Francisco Boaventura, Francisco Gomes de Freitas, Manuel Sá Chaves, Joaquim das Neves, Joaquim da Costa e João Gomes (Chico da Albina). Foram estes os primeiros e verdadeiros fundadores do Club de Foot-Ball “Os Repesenses”. Depois seguidos a estes outros jogadores se lhe foram juntando, não só da própria terra como de Viseu e outras localidades e entre eles os Senhores Doutores Silvino da Costa Martins, e seu irmão Álvaro da Costa Martins, José Pais Ferreira, Luiz Antunes de Melo, Fausto Varela, Alberto Correia (Careca), Álvaro Esteves Patrocínio (Fininho), António Gomes (cantador), Álvaro Rodrigues (Bolita), Manuel Esteves Patrocínio (Fininho), Manuel Gomes (Cantador), Vasco de Almeida Martins, e seu irmão Hermínio de Almeida Martins, Joaquim Peres e seu irmão António Peres da Silva, João Gomes (Alface), Sargento César Gomes de Almeida. Isto lembrando só os que sucederam aos fundadores. Assim, o Club de Foot-Ball “Os Repesenses”, foi crescendo cada vez mais e aquele pequeno grupo que nasceu do nada tornou-se o grande grupo que actualmente é. Depois daquele primeiro jogo alugámos uma pequena sala para reuniões da Direcção que foi formada por acordo dos sócios que já eram muitos, tendo sido nomeado para Presidente o João Marques (Tinta Fina), Manuel Sá Chaves, para 1 secretário, e António da Silva Monteiro para 2 secretário e Joaquim da Costa para tesoureiro. Criou-se o Livro de registo de sócios, os quais foram dados os números correspondentes aos cargos que desempenhavam na Direcção e a seguir a estes os números correspondentes aos lugares que cada jogador ocupou naquele primeiro jogo de inauguração do Repesenses. Assim, foi dado o n. 1 a João Marques, o n. 2 a Manuel Sá Chaves, o n. 3 a António da Silva Monteiro, o n. 4 a José Ferreira Cabido, o n. 5 a Edmundo da Costa, o n. 6 a João da Silva Cardoso. O n. 7 a Francisco Gomes Freitas, o n. 8 a Joaquim das Neves, o n. 9 a Joaquim da Costa, o n. 10 a João Miguel e o n. 11 a João Gomes (Chico da Albina). Além do registo de sócios, havia também o livro de Actas da Direcção e o livro de Actas da Assembleia Geral, onde eram registadas todas as deliberações da Direcção e da Assembleia Geral. Depois começaram as críticas de alguns sócios a mim e ao João Marques. Como nós os dois namorávamos raparigas da terra, ás vezes à noite íamos á taberna comermos alguma coisa e estes sócios a dizer que nós íamos para ali comer e beber à conta do dinheiro do grupo, críticas essas que muitos nos desgostaram e por isso saímos da Direcção. Nomearam então para Presidente do grupo José Pais Ferreira, para 1 secretário António da Silva Monteiro. O José Pais Ferreira deu de facto um grande impulso ao grupo. Ele quando foi fundado o grupo ainda não era sócio, porque andava na tropa, mas quando de lá saiu empregou-se no escritório do antigo Hotel Portugal e tinha ali grande influência e dava-se muito com o “Néné”, filho do proprietário, José Casimiro. O Néné nesse tempo era jogador de foot-ball no Académico de Viseu, a quem o José Pais Ferreira pediu para jogar no Repesenses e arranjar lá outros colegas que também lá quisessem jogar. O José Pais Ferreira mandou fazer equipamentos novos para os jogadores, que quando foram estreados em Viseu, fizeram sensação no primeiro desafio que o Repesenses disputou no campo do Fontelo. Era de facto uma linda equipa. As camisolas eram de setinêta (o seu nome verdadeiro era chantungue, um tecido muito brilhante), de cor azul eléctrico, com os punhos virados e bolso branco e com a cruz de Cristo bordada a vermelho no bolso, como a equipa do Belenenses. Confeccionaram estes equipamentos, as raparigas desse tempo, como a minha namorada Maria Pais Ferreira, Carma da Silva (Laginha) namorada do Luiz Antunes de Melo, sua irmã Eugénea da Laginha e Alcina da Silva Monteiro. Como atrás disse, quando foi a estreia do novo equipamento do Repesenses, que além das camisolas a que me referi, os seus jogadores se apresentaram de bonitos calções brancos e bem calçados com botas de foot-ball e meias próprias. Houve um jornal de Viseu dessa época que publicou um artigo em que tecia um grande elogio ao Repesenses, não só pela maneira brilhante como os seus jogadores se apresentaram em campo ao que não estavam habituados a ver em Viseu, como também pelo seu porte e correcção e bom foot-ball que praticaram, em que os seus jogadores pareciam autómatos. Eu tive um recorte desse jornal guardado por muito tempo mas falando no assunto passados anos ao João Marques, ele pediu-me para que lho mostrasse e lá me ficou com ele. Andei já na Biblioteca Municipal a consultar jornais desse tempo, mas não consegui encontrar nada, talvez porque por falta de vista me tenha passado. Alguns dos jogadores que me recordam foram os seguintes: José Lobão Ferreira, guarda-redes, Fernando Casimiro (Néné), José Guerreiro que era filho do Jacinto Guerra, com estabelecimento de Lanifícios na Rua Direita, junto ás quatro esquinas e que depois se formou em Medicina e foi depois para África, onde lá faleceu; João Bento dos Santos que era filho do professor da Escola Primária com o mesmo nome do filho e que também se formou e o Brites, que era empregado dos Correios, se não estou em erro. Eu não sei em que ano isto se passou mas tenho ideia que fosse por fins de1928 ou 1929, visto que o grupo foi fundado em Julho de 1928 e passados uns meses saí eu e o João Marques da Direcção do clube e entrou para Presidente o José Pais Ferreira que passado também algum tempo arranjou emprego em Aveiro em casa do que viria a ser seu sogro e cuja esposa conheceu e começou a namorar cá em Viseu, pois era irmã da esposa do Carlos Ferreira, filho do Adelino Ferreira com estabelecimento de Ferragens na Praça de Camões, actualmente Praça de D. Duarte. Saiu ele da Direcção do clube e voltou novamente o João Marques para Presidente e eu para Secretário e o António da Silva Monteiro e o Joaquim da Costa, respectivamente para 2 Secretário e Tesoureiro. As primeiras festas do povo de Repeses, fomos nós que fizemos depois da saída do Presidente da Direcção, José Pais Ferreira, as quais continuaram sempre a fazer-se por todas as direcções que tem passado pelo clube até aos tempos actuais do clube. Faziam-se em Repeses, as festas em honra de Santa Eulália, com festa de Igreja de manha e procissão e arraial à tarde que era feito em frente da sua capela, as quais eram muito concorridas por gente de Viseu e doutras localidades, onde eu também ia e muito bem me lembro, muito antes de namorar a rapariga daquela terra. Como depois o Repesenses começou a fazer as suas festas, então passaram a ser elas as Festas do Povo, mas a primeira foi feita pela Direcção a que pertencia eu, o João Marques e o António da Silva Monteiro, tendo nós feito umas festas excelentes com corrida de bicicletas, saltos de altura, saltos de comprimento, saltos ao púcaro e corrida de sacos. Estas festas foram todas realizadas no seu próprio campo de foot-ball, excepto a corrida de bicicletas que foi na estrada, desde Repeses até Fail e voltar e a elas concorreram à gincana das mesmas, bem como ciclistas de Viseu e de outras localidades. Aos vencedores destas provas todas, foram atribuídos taças e medalhas e à noite houve arraial nocturno abrilhantado por uma boa orquestra. O nome do Clube de Foot-Ball “Os Repesenses” adveio do meu alvitre que fui sempre simpatizante do Belenenses desde os seus tempos áureos que era dos maiores de Portugal e que se defrontava de igual para igual com o Benfica e o Sporting. Como já disse as primeiras festas do clube foram feitas no seu próprio campo de foot-ball. Anteriormente os jogos e os treinos eram feitos num maninho onde agora é a Escola de Instrução Primária. Depois os sócios que já eram muitos nesse tempo, tanto auxiliares como os próprios jogadores juntaram-se e construíram por eles o actual campo que as direcções sucessivas foram melhorando, mas os sócios daquele tempo iam para ali trabalhar gratuitamente dando ali o suor do seu rosto de inchadas e picaretas na mão e, de um pinhal que era do Sr. Machado, fizeram um campo de foot-ball, um campo pequenino de dimensões mínimas e de esquante, que era mais alto de uma baliza que da outra, mas que foi o melhor que podiam fazer. A primeira sede que tivemos para reuniões da Direcção, foi uma salinha pequena à entrada da Rua Principal, depois fomos mudando para outras sempre melhores, até que numa Direcção da qual eu fazia parte, bem como o meu cunhado João Marques e da qual também fazia parte o Sr. Abílio de Almeida Martins, que era o tesoureiro, pedimos-lhe para fazer num quintal que tinha em frente de sua casa, um salão para a sede do clube e para ali se poderem dar bailes, ao que ele acedeu. Fizemos então grandes bailes abrilhantados por boas orquestras e jazzes. As entradas eram pagas só pelos homens, mas aqueles bailes acorriam muitos rapazes de Viseu para dançarem com as lindas raparigas de Repeses que sempre ali houve. Entre esses rapazes havia uns que andavam a tirar o curso para sargentos, como o 1 Cabo Boavida, que chegou a ser Tenente, mas que a morte levou muito cedo, e o 1 Cabo Santos que depois saiu da tropa e se empregou na Caixa Geral de Depostos, de onde é agora reformado, bem como outros companheiros, cabos também, mas cujos nomes já não me recordo. Aquela sede além do grande salão de baile tinha também uma pequena sala para reuniões da Direcção e uma grande varanda envidraçada onde se fazia a copa muito bem servida e onde quando o Mestre de Sala, que era quase sempre o Fausto Varela entendia, um bom mestre, por sinal, quando via o baile mais animado, ordenava: “Damas à copa”. E os rapazes lá tinham de levar os seus pares para lhe pagarem qualquer coisa que elas quisessem tomar na bem recheada copa. O Varela também fazia leilões de qualquer coisa para aqueles que oferecessem maior lanço terem direito de poderem dançar com alguma rapariga que ele visse quer das mais disputadas, punha balsas a prémio e outras coisas que pudessem render dinheiro para o clube. Neste tempo ainda eu e o João Marques fazíamos parte da Direcção e era ele que se entregava da copa para melhor a dirigir, mas ele depois saiu da Direcção e entrou para Presidente da Direcção, o Sr. Tenente António da Costa Martins, continuando eu como 1 Secretário e o António da Silva Monteiro como 2 Secretário e o Sr. Sargento Abílio de Almeida Martins como tesoureiro. Nesse tempo o Repesenses ainda não tinha estatutos e foi o Sr. Tenente que quis que o Clube tivesse também os seus estatutos, como mandava a lei. Porém o Clube já vivia há três anos e para aqueles desejos do Sr. Tenente se cumprissem alguém da Direcção tinha que dar meios a isso e ver como segui-los. Pedi então à Direcção do Grupo União de Foot-Ball, onde eu tinha amigos por também ter feito parte daquela Direcção, para nos emprestarem os daquele grupo para cópia do Repesenses e aquela Direcção de boa vontade nos emprestou. Foi então encarregado de os mandar elaborar o 2 Secretário António da Silva Monteiro que foi ao Notário para que ali serem feitos e registados. No Notário exigiram-lhe então a assinatura de vinte sócios do clube e o Monteiro teve que procurar os vinte primeiros sócios que lhe apareceram sendo ele o primeiro subscritor e os restantes os que lhe apareceram mais à mão. Isto deu origem a que os verdadeiros fundadores do clube não tivessem sido considerados como tal, mas sim outros, que eu até duvido que alguma vez tivessem pago alguma quota para o grupo, como é o caso do Adalberto (Costura) que lá figura nos Estatutos como fundador e a quem foi também deposta no seu peito uma medalha de fundador numa festa que houve na actual sede do Clube para imposição de medalhas aos sócios fundadores, a que eu também assisti e também recebi essa medalha. O Sr. Tenente António da Costa Martins foi Presidente do Repesenses durante mitos anos, com quem eu também colaborei como 1 Secretário e aquele meu e grande saudoso amigo sabia bem o quanto trabalhei e me sacrifiquei para engradecimento do clube e propôs a Direcção da qual fazia (ou fez) parte outro grande amigo, Luis Antunes de Melo, por Deus ainda vivo, para que eu fosse nomeado sócio honorário, com o que toda a Direcção concordou e assim foi lavrado no Livro de Actas da Direcção essa deliberação, tendo também sido feito um Livro de Registo de Sócios Honrários, no número dos quais o Sr. Tenente já constava e não sei se mais alguem. O Sr. Tenente também quis que fosse decerrada na sede do clube uma fotografia minha. Sei disso porque minha esposa passado muito tempo me disse que le lhe tinha pedido uma fotografia minha para tal fim, recomendando-lhe que não me dizesse nada pois era uma surpresa que me queriam fazer, mas os seus desejos nunca vieram a ser cumpridos, não sei por que motivo. Os sócios honorários não pagavam quotas e por isso fui riscado do número de sócios, porque uma Direcção que mais tarde foi eleita e da qual fazia parte o António da Silva Monteiro, fez desaparecer todos os livros e toda a documentação antiga, bem como fotografias que existiam na sede do clube, o que foi um crime pois nesses livros, documentação antiga, retratos, etc. é que provavam todo o historial do clube e da sua fundação que conta já sessenta e tal anos. O Repesenses disputou nas épocas de 1931 a 1934 os Campeonatos Distritais de Viseu, juntamente com o Clube Académico, Lusitano de Vil de Moinhos, Sport Rubeira Viriato e Grupo União de Fott-Ball, em cujos campeonatos fizeram muita boa representação com desafios brilhantes que se batiam de igual para igual. Lembro-me de o ver jogar um desafio com o Viriato em que o Repesenses fez uma exibição brilhante e em que ganhou o desafio por 6 a 3 e numa época foi à final do campeonato com o Lusitano de Vil de Moinhos que empatou por 1 a 1, mas no jogo de desempate o Repesenses perdeu o jogo salvo erro por 3 a 0. Com mais um bocadinho de sorte se naquele primeiro jogo da final tivesse ganho, poderia ter arrancado o título de Campeão Distrital. Era Presidente da Direcção nesse tempo o Luis Antunes de Melo. Na época de 1934 a sorte não bafejou o Repesenses e fez com que ele ficasse em último lugar, o que o levou a passar para a promoção, que correspondia ao que são as Segundas Divisões do Campeonato de Seniores. Posteriormente só disputavamos os campeonatos de juniores e infantis e juvenis, mas os “juniores” foram campeões distritais, passando a disputar os Campeonatos Nacionais de Juniores em cuja categoria tiveram excelentes jogadores que depois lhe foram roubados por outros grupos aonde actualmente brilham. Estas honras tem pertencido às ultimas Direcções do Repesenses, que honra lhe seja feita muito se têm sido feito pelo engradecimento do clube e a eles se deve a construção da sua sede, que é a melhor de todos os grupos de foot-ball de Viseu e também o alargamento e vedação do campo de foot-ball em quase toda a sua volta só lhe faltando vedar o canto sudoeste, mas isto não por sua culpa mas sim por caturrice do proprietário de um terreno que confina com aquele canto. Possui também carrinhas para transporte dos seus jogadores de nove lugares, quando tem de se deslocar aos campos adversários. As muitas direcções que tem passado nas últimas décadas pelo Repesenses muitos homens de grande valor com muito empenho pelo engradecimento do clube e duma Direcção fez também parte o Manuel Valor, que foi sócio da minha sociedade comercial que além de meu sócio era também meu afilhado. Como eu não fosse considerado sócio do Repesenses, pois tinha sido riscado, disse-lhe para me continuarem a considerar como tal e a receberem-me as quotas e ele lá me trouxe as quotas para eu pagar, nas quais eu vi que me tinham posto o número cento e dezanove salvo erro, com o que eu não concordei, dizendo-lhe que o meu numero era o dois e só esse número as pagaria. Veio-me ele então pedir muita desculpa dizendo-me que o meu antigo número não mo podiam dar porque os antigos livros tinham desaparecido e que havia um novo Livro de Registo de Sócios em que tinha sido dado o número um ao Monteiro e o número 2 ao José Ferreira Cabido. Lá me deram um número mais baixo e lá me resolvi pagar as quotas e só voltaram a dar-me o número dois, que era o que pertencia, depois da morte do José Ferreira Cabido, aquele meu desditoso e grande amigo, de que tenho gratas recordações dele e de todos os seus irmãos e de toda a sua família, bem como de todos os seus conterrâneos daquela linda e progressiva povoação de Repeses, que eu tanto adoro de que tantas saudades tenho, pois foi ali que encontrei toda a minha licidade ao desposar uma santa mulher daquela terra onde vivi com ela mas que por destino da sorte ali não pude continuar, mas que amo tanto como se fosse a minha própria terras fosse. Que o Clube de Futebol Os Repesenses que eu me orgulho de ter sido o seu fundador, o seu verdadeiro pai, continue a ser pela vida fora o grande clube que hoje é e cada vez com melhor representação e melhores atletas e jogadores para bem representarem não só a futura freguesia da linda e progressiva cidade de Viseu.”

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Clube de Futebol "Os Repesenses"

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"A FORMAR CAMPÕES DESDE 1928"


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